Foto: Reprodução Intercept Brasil  O deputado estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Alepa, entregou, nesta sexta-feira (26), requerimento ao Procurador Geral de Justiça do Estado do Pará, Gilberto Valente Martins, solicitando investigação e apuração, pelo Ministério Público do Pará, do caso de abuso de poder ocorrido […]

Bordalo denuncia abuso de poder em campus da Uepa

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Foto: Reprodução Intercept Brasil 

O deputado estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Alepa, entregou, nesta sexta-feira (26), requerimento ao Procurador Geral de Justiça do Estado do Pará, Gilberto Valente Martins, solicitando investigação e apuração, pelo Ministério Público do Pará, do caso de abuso de poder ocorrido na Universidade do Estado do Pará (Uepa), campus Igarapé-Açú. 

Segundo noticiado pela imprensa, agentes da Polícia Militar invadiram a aula do professor Mário Brasil, coordenador do curso de Ciências Sociais, durante minicurso sobre mídias digitais, para questionar o “teor ideológico” da disciplina. Ele relatou que, ao abordar o tema “fake news”, uma discente se sentiu ofendida e alegou “doutrinação marxista”. Em seguida, ela ligou para o pai, soldado da PM. Em decorrência da “denúncia”, chegaram à universidade duas viaturas com quatro policiais e interromperam a aula para interrogar o professor sobre suas “ideologias”. Os policiais queriam prender o professor, mas foram impedidos pela comunidade acadêmica. 

Para o deputado Bordalo, é preocupante o avanço do autoritarismo que tem ocorrido em várias universidades brasileiras. Segundo divulgado pelo portal Intercept Brasil, em uma ação aparentemente orquestrada, pelo menos outras 20 universidades foram invadidas pela polícia nesta quinta-feira (25). A Justiça Eleitoral, em conjunto com a polícia, determinou a apreensão de materiais supostamente ligados à campanha eleitoral, ainda que não mencionassem partidos, siglas ou candidatos (leia reportagem aqui). No Rio de Janeiro, a juíza do Tribunal Regional, Maria Aparecida da Costa Bastos, ameaçou de prisão o diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Wilson Madeira Filho, pela colocação de uma faixa na entrada do prédio, com os dizeres “Direito UFF Antifascista” (leia matéria aqui). 

“Não podemos permitir o avanço do autoritarismo em nossas universidades. Vivemos numa democracia, o debate de idéias deve ser livre e respeitado. É muito preocupante, neste momento, em função do avanço de uma candidatura extremamente autoritária, que fala em ‘varrer opositores’, que nossas universidades e nossos professores estejam sob ameaça”, disse o parlamentar. 

“Isso demonstra um certo abuso das autoridades policiais em uma situação que poderia ter sido evitada e que não necessitava de ostensividade com que foi conduzida. Não houve nenhum tipo de pressão física, mas um policial armado com pistola e fuzil é uma afronta em um local de trabalho onde ninguém tem armas, só livros e mídias digitais”, declarou o professor Mário à imprensa.

Em nota, a Seção Sindical dos Docentes da Uepa (Sinduepa/Andes-SN) manifestou seu repúdio à ação policial. “Consideramos inadmissível que temas relativos à conjuntura nacional, tais como as notícias falsas (fake news), tenham sido objeto de denúncias e ao mesmo tempo servido de motivação para ação policial que visou intimidar e coagir o docente e os estudantes que se encontravam no local”, afirmou a nota.

A Universidade do Estado do Pará também se manifestou em nota e informou que “está apurando as circunstâncias da ocorrência, a fim de adotar as providências legalmente cabíveis. A instituição reafirma seus valores institucionais, sobretudo os de princípios humanitários, e repudia a vivência de qualquer outra cultura que cerceie direitos, gere constrangimentos e agressões. A Procuradoria Jurídica e Administração Superior, de posse do conjunto de informações, definirá os novos passos que serão dados no equacionamento dessa questão”.

O Diretório Acadêmico da Uepa, Campus X (Igarapé-Açu), também divulgou uma nota em que repudia a ocorrência. “Repudiamos toda e qualquer forma de violência, preconceito ou discurso de ódio que venha nos oprimir, devemos respeitar a pluralidade de pensamentos sem ferir a dignidade humana. Não só na universidade, mas, em todos os espaços – sejam eles públicos ou privados – não devemos deixar que retirem nossa liberdade de expressão, não podemos deixar que nossos direitos sejam cerceados”, destacou.

Com informações do Portal Roma News. 

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