Bordalo repudia ataque de madeireiros à aldeia Tekohaw

O deputado estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Alepa, fez um pronunciamento nesta terça-feira (25), na tribuna do Parlamento, sobre o ataques aos indígenas da aldeia Tekohaw, em Paragominas, no sudeste paraense, por madeireiros da região. Bordalo encaminhou moção ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, à Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social do Pará e às polícias Militar e Federal, no sentido de impedir novos ataques, preservando o direito das comunidades tradicionais ao seus territórios, conforme garante a Constituição Brasileira. 

“Como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Alepa, manifesto meu repúdio à perseguição e aos ataques contra os índigenas da aldeia Tekohaw, em Paragominas, no sudeste paraense”, disse o parlamentar, ressaltando que é preciso garantir a segurança dos indígenas e a preservação do território, na última área de floresta primária do nordeste paraense. 

Tekohaw é a maior das 26 aldeias que compõem a terra indígena Alto Rio Guamá, que se estende entre as cidades de Santa Luzia, Nova Esperança e Paragominas. Nos últimos dias, o grupo indígena se mobilizou para coibir a invasão madeireira na aldeia e acabou fazendo dois madeireiros como reféns. Houve também apreensão de tratores, carros e ferramentas utilizadas para a extração vegetal. 

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-bio) informou que foi suspensa a energia elétrica na região e, devido ao risco iminente de confronto, foi solicitada a presença da Polícia Militar na área. Os índios temem ataques armados, principalmente de madeireiros de Nova Esperança do Piriá, que seriam os proprietários dos armamentos apreendidos pelo grupo.
               
O documento será encaminhado a diversos órgãos e entidades ligados à questão indígena, como Ideflor-Bio, Fundação Nacional do Índio (Funai), Associação do Povo Indígena Tembé da Aldeia Tekohaw, Conselho Nacional de Política Indigenista, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, Federação dos Povos Indígenas do Pará, Coordenação das Organizações dos Povos Indígenas da Amazônia, Conselho Geral dos Povos Hexkaryana, Associação Indígena Kaxuyana Tunayana e Kahyana, além do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Estado do Pará. 

(Foto: Reprodução ORM Notícias) 

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