Bordalo denuncia mortes por raiva humana em Melgaço


O deputado estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), denunciou na tribuna do parlamento a morte das pessoas vítimas de raiva humana em Melgaço, no Marajó. Bordalo criticou a demora do Governo em dar uma resposta efetiva ao problema e evitar novas mortes. Segundo noticiado pela imprensa, oito pessoas já morreram vítimas de raiva humana, somente este ano, no município. 

A carência de serviços públicos em Melgaço tornou o município mundialmente conhecido em 2013, quando foi registrado o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. De lá para cá, a cidade de 26 mil habitantes conseguiu se mobilizar em torno de melhorias, mas a situação continua difícil, com denúncias de famílias passando fome, problemas ambientais e carências na saúde e na educação.

Casos de raiva humana não ocorriam no Pará desde 2005, quando foram registrados 15 casos em Augusto Correa e três em Viseu, nordeste paraense. A raiva humana é transmitida por mordida, lambida ou arranhões provocados por um animal infectado, geralmente, morcego. No ano passado, duas crianças de uma mesma família morreram de raiva humana no Amazonas, após serem mordidas por um morcego hematófago, ou seja, que se alimenta de sangue. Um irmão das crianças sobreviveu, com graves sequelas. A raiva humana é uma doença de difícil tratamento e a principal forma de prevenção é a vacina, que não está prevista no calendário obrigatório do governo. 

“Lamento profundamente as perdas e o sofrimento das famílias. Aproveito para questionar o porquê da demora do Governo em dar uma resposta efetiva do problema para evitar que outras pessoas se contaminem pelo morcego hematófago, já que esta situação vem ocorrendo há algum tempo. O que observamos é a total ausência dos governos federal, estadual e municipal, o que prejudica a infância e a vida de todos os cidadãos do Arquipélago do Marajó, especialmente Melgaço, que enfrenta as piores mazelas sociais”, denunciou Bordalo.

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