Bordalo defende segurança pública, educação e geração de renda



A abertura do ano legislativo na Assembleia Legislativa do Pará foi marcada por um longo pronunciamento do governador do Estado Simão Jatene (PSDB), que distribuiu um material impresso com um balanço de sua gestão, considerando que está no último ano do mandato. Para o deputado estadual Carlos Bordalo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Alepa e um dos mais atuantes parlamentares da oposição, a segurança pública é, atualmente, o principal problema da gestão estadual e da sociedade paraense como um todo.
“Eu tenho alertado que, se não forem retomadas as políticas de inclusão social e produtiva no Estado, o cenário será cada vez mais grave. Não temos hoje políticas públicas para que a juventude paraense possa ter uma chance de qualificação profissional e inclusão no mercado de trabalho. Na Região Metropolitana de Belém, os territórios são conflagrados por uma guerra civil não declarada. Portanto, é preciso, além de avançar no contingente policial e aperfeiçoar a capacidade logística e científica da polícia, estender a mão para o Governo Federal. Não entendo até hoje porque o Pará não estabelece colaboração federal com a União. Diversos Estados que estavam nessa situação tomaram essa atitude e estão superando suas crises”, apontou o parlamentar. 
   
Carlos Bordalo também ressaltou que parlamento paraense tem uma responsabilidade enorme nesse ano eleitoral. “Não podemos parar o parlamento por causa das eleições”, disse ele. Outro desafio é enfrentar os péssimos índices de educação. “Todos os dias temos novos indicadores que mostram o Pará patinando nesse setor. Um Estado que não tem educação de qualidade, não consegue dar segurança pública que permita ao cidadão viver com tranquilidade e não gera emprego, é um Estado que está condenado à exclusão, à desigualdade e à miséria que acomete hoje quase metade da população paraense”. 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.