O tradicional Complexo do Ver-o-Peso, um dos mais importantes cartões postais do Pará, está completamente abandonado pela Prefeitura de Belém. A última reforma foi finalizada no ano de 2002, na gestão do então prefeito de Belém Edmilson Rodrigues, sob a coordenação do deputado estadual Carlos Bordalo (PT), na época Secretário Municipal de Economia. Nesta quinta-feira […]

Abandonado pela Prefeitura de Belém, Ver-o-Peso pede socorro

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O tradicional Complexo do Ver-o-Peso, um dos mais importantes cartões postais do Pará, está completamente abandonado pela Prefeitura de Belém. A última reforma foi finalizada no ano de 2002, na gestão do então prefeito de Belém Edmilson Rodrigues, sob a coordenação do deputado estadual Carlos Bordalo (PT), na época Secretário Municipal de Economia. Nesta quinta-feira (25), Bordalo esteve no Ver-o-Peso para avaliar as condições dos espaços que compõem o complexo e ouvir as demandas dos trabalhadores. 

O Solar da Beira, construção em estilo neoclássico que abrigava o antigo órgão responsável pela fiscalização municipal, está bastante deteriorado e permanece inutilizado há anos. Segundo os feirantes, o prédio vinha servindo como abrigo para usuários de drogas. “A gente tranca portas e janelas com cadeado para evitar essa situação, mas de madrugada eles arrombam de novo. É um prédio tão bonito, que poderia ser uma creche para os filhos dos trabalhadores. Teve um tempo em que os artistas tomavam conta, limpavam tudo, faziam oficinas. Aí a prefeitura veio e retirou todo mundo”, diz uma feirante, referindo-se à ocupação Solar das Artes, em 2015, que foi duramente reprimida pelo prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB). 

Nas barracas de frutas, verduras e ervas, é flagrante a precariedade das instalações e a falta de higiene, assim como no Mercado de Peixe e no setor de alimentação. Quem vive do Ver-o-Peso lamenta o abandono e cobra das autoridades uma solução. Em meados de 2017, foi criado o Instituto Ver-o-Peso, reunindo as diversas associações de trabalhadores que compõem o complexo. 
“Nossa principal luta é a revitalização do Ver-o-Peso, que precisa urgentemente de uma reforma. O projeto apresentado pela Prefeitura de Belém precisa ser adequado para que não deixe nenhum trabalhador de fora”, ressalta Didi do Ver-o-Peso, um dos diretores do instituto. São 1.150 trabalhadores cadastrados, mas a feira abriga também pequenos agricultores que chegam das ilhas com seus produtos e não possuem box para a comercialização. “Esses trabalham no chão, como se fazia há 380 anos. Estamos lutando para que eles também sejam contemplados pelo novo projeto”, completa Didi. 

Segundo o Instituto Ver-o-Peso, a Prefeitura já dispõe de R$ 22 milhões, repassados pelo Governo do Estado, para dar início à reforma. Outros R$ 15 milhões estariam disponíveis por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Já a contrapartida municipal seria de R$ 9 milhões. “Mas precisamos que essa reforma abarque todo o Ver-o-Peso, desde a Feira do Açaí, passando pela Pedra do Peixe, os Mercados de Peixe e de Carne, até os setores de ervas, alimentação e industrializados”, explica Didi. 

Cerca de 35 mil pessoas circulam diariamente pelo Ver-o-Peso, que oferece a maior variedade de produtos numa única feira livre em todo o Estado. “O Ver-o-Peso tem uma importância enorme para a nossa economia e a nossa cultura. É triste que estejamos nestas condições há tanto tempo. Só não me venham com projeto de restaurante gourmet porque isso não vai dar certo”.  

Durante a visita, o deputado Bordalo reafirmou seu compromisso de lutar pela reforma. “Tenho uma relação histórica com o Ver-o-Peso, que foi reformado quando eu era Secretário Municipal de Economia. Então eu tenho muito carinho por este espaço. É meu dever, como deputado estadual, fiscalizar a aplicação dos recursos e verificar se esse projeto realmente corresponde às necessidades dos trabalhadores. É preciso respeitar as tradições, os costumes e também os interesses dos feirantes, que se dividem em vários grupos, cada um com as suas especificidades”, afirmou, ressaltando que qualquer intervenção na área precisa ser aprovada e licenciada pelo Iphan e pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), por tratar-se de patrimônio histórico. 

Confira a seguir o registro do abandono: 


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