Artigo: O impeachment e o golpe

O secretário-geral da
Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro(foto), afirmou na semana
passada que está à espera de respostas da Corte Interamericana de Direitos
Humanos (CorteIDH) e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo
Lewandowski, sobre “a legalidade das causas invocadas” para o
processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Almagro é uma das vozes internacionais que questionaram os fundamentos do
processo de destituição de Dilma.


O Secretário Geral da OEA levanta “incertezas jurídicas” do impeachment que são
abordadas por vários juristas, dentro e fora do Brasil, de políticos, fora e
dentro, de organismos internacionais, desde a Unasul até as Nações Unidas.

É impressionante a diferença de abordagem do Secretário Geral da OEA, frente ao
STF, por exemplo. Enquanto a Ministra Rosa Weber indaga a Presidenta Dilma para
saber por que se refere ao Impeachment como Golpe, o chefe da OEA parece querer
saber do STF por que se refere ao Golpe como Impeachment.

Todo o planeta e até a velhinha de Taubaté sabem que o impeachment é golpe, que
serve apenas para amordaçar o Ministério Público e a Justiça. Que o Golpe serve
apenas para livrar a cara de Aécio Neves, Eduardo Cunha, Romero Jucá, José
Serra e todos os que foram listados na lista da Odebrecht, na lista de Furnas,
na lista do Ministério Público da Suíça, na Operação Zelotes, na Lista do HSBC,
que traz à tona a quase totalidade do congresso nacional e do senado federal,
com graves implicações nos Estados, inclusive no Pará.

Pois não faz muito tempo,
políticos paraenses foram vistos adulando e bajulando figuras como Eduardo
Cunha e Aécio Neves. Teve até deputado federal do Pará, processado no STJ,
fingindo conduzir o ex presidente Lula, quando quem pode ser conduzido a cela é
ele mesmo.

A OEA está de olho no Brasil, mas, estranhamente, quem se arvorou a ir as ruas
pedindo o fim da corrupção, hoje está calado, sem bater panelas, com a camisa
da seleção guardada esperando pela Copa América, pois, por vergonha própria ou
alheia à amarelinha, pode acabar esquecida no fundo da gaveta.

  

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