A crise do lixo na Região Metropolitana de Belém levou moradores de Marituba à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), durante esta semana, para exigir o fechamento do aterro sanitário instalado no município. Segundo a comunidade, uma série de irregularidades no empreendimento da Revita Engenharia tem causado danos à população, entre os quais o […]

Comissão de Direitos Humanos da Alepa vai acompanhar crise do lixo

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A crise do lixo na Região Metropolitana de Belém levou moradores
de Marituba à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), durante esta
semana, para exigir o fechamento do aterro sanitário instalado no município.
Segundo a comunidade, uma série de irregularidades no empreendimento da Revita
Engenharia tem causado danos à população, entre os quais o forte mau cheiro que
exala do local. Cerca de duas mil pessoas vivem nas proximidades do aterro, que
recebe o lixo de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara.
A reunião foi coordenada pelo deputado Raimundo Santos, autor do
requerimento que criou a Comissão Parlamentar de representação para estudar e
acompanhar a questão. A comissão deve ser instalada a partir da próxima
segunda-feira, dia 03 de abril. A Comissão de Direitos Humanos e Defesa do
Consumidor (CDHDC) da Alepa também irá monitorar a crise do lixo, com especial
atenção aos danos à saúde da população diretamente afetada.
O deputado Carlos Bordalo (PT), presidente da CDHDC, tem
acompanhado a crise do lixo com atenção. Para ele, é urgente observar as
consequências da má gestão do aterro entre a comunidade do entorno. “A questão
ambiental está sendo bastante discutida, mas não se está avaliando o impacto
desse problema entre as crianças, as mulheres e as pessoas de idade mais
avançada”, explica o parlamentar. “Por isso, iremos monitorar este caso de
perto e, se necessário, realizar uma diligência na área para visitar as
famílias, principalmente na comunidade do Abacatal, que fica próxima do aterro
sanitário”, completa.
Para o deputado, é papel da CDHDC recomendar medidas imediatas
para garantir a integridade das pessoas atingidas pela crise ambiental, que tem
violado direitos básicos e fundamentais da população de Marituba.
Durante a reunião, os moradores solicitam a intermediação do
Parlamento Estadual, no sentido de articular uma Audiência Pública com a
Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), para discutir
o encerramento das atividades do aterro sanitário. A comissão de moradores
destacou que continua com um calendário de ações programadas para protestar
contra o empreendimento. A primeira manifestação foi realizada no dia 1° de
março, com o fechamento dos portões do aterro e, no último dia 22, cerca de 22
mil pessoas fecharam a rodovia BR-316, de acordo com informações da comissão.
(Com
informações da Assessoria de Comunicação da Alepa)

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