CPI para enfrentar o atraso civilizatório de violência contra a mulher no Pará

Usei a Tribuna da Alepa para denunciar mais um caso de violência contra a mulher. Dessa vez, a vítima foi a professora Denise Silva dos Santos, 34 anos, executada com um tiro no pescoço no dia 10 de maio no bairro 40 Horas, em Ananindeua. Denise tinha ido à feira do bairro e voltava para a casa quando foi rendida pelo criminoso, identificado como Williams Adriano Costa Zagalo, 18 anos. Ele foi preso poucas horas depois no Maguari, também em Ananindeua.

Segundo o criminoso, recebeu 1 mil reais para fazer o serviço.  Esse é o retrato do mapa da violência no Pará. Em 2015, dados da Secretaria Nacional de Juventude e da Secretaria de Polítcas de Promoção da Igualdade Racial revelam que o Pará ocupa o 10º lugar entre os Estados brasileiros com o maior índice de casos de violência contra a mulher. A taxa de homicídios no Estado dobrou em dez anos. Municípios de Tucumã e Novo Progresso aparecem como os mais perigosos para a população feminina em todo o Brasil.

Eu continuo reiterando o meu apelo ao poder legislativo que instale uma CPI para enfrentar esse atraso civilizatório. Assim como foi na CPI da Pedofilia, do Tráfico de Pessoas, na CPI das Milícias, está na hora de o Poder Legislativo mais uma vez cumprir o seu papel, para combater a violência contra a mulher no Pará. A CPI é o caminho.

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