Escola abandonada no Jurunas é o retrato da educação no Pará

A foto é do que seria a obra da Escola Estadual Marluce Pacheco, no bairro do Jurunas.  Obra iniciada em 2011 e paralisada, no mesmo ano, com 70% concluída. A escola custaria ao Estado R$ 5 milhões, sendo que R$ 4 milhões foram gastos. A obra estava em fase de acabamento e, com o abandono, tudo foi roubado, saqueado e destruído, desde janelas, banheiros e a cobertura. Agora estão roubando a estrutura metálica fincada no prédio.
Para retomar a obra, o Governo do Estado vai ter que gastar mais do que o valor que estaria destinado em 2011. Enquanto isso, os alunos que já deveriam estar nas salas de aula, estão num galpão alugado na Estrada Nova, num espaço inadequado e insalubre.
Já solicitei à Seduc , através de Requerimento, informações a respeito do plano de reformas e ampliação das escolas localizadas em Belém e região metropolitana. O Requerimento foi entregue à Secretária de Educação, Ana Cláudia Hage, em recente audiência da Comissão de Direitos Humanos na Seduc. Daqui a duas semanas, a Secretária vem ao parlamento para mostrar o que está sendo feito para melhorar a educação no Estado.
       
A situação da escola Lúcia Pacheco é apenas um exemplo de como está a educação pública no Pará. O governo do Estado precisa reconhecer o fracasso e dar um salto qualitativo para mudar o triste quadro atual.

A precarização do sistema educacional colocou o Estado do Pará entre os Estados da região norte com o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ensino médio de escolas estaduais em 2013. Há três anos consecutivos o desempenho das escolas públicas paraenses vem se mantendo abaixo da média nacional, que é de 3,4 pontos. No Ensino Médio, 31,7% dos jovens na faixa de 19 anos conseguem concluir os estudos. Isso significa que a cada 10 jovens que hoje estão matriculados nessa modalidade de ensino, apenas três chegarão ao final e terão as condições mínimas para acessar o mercado de trabalho, já que o certificado de conclusão do Ensino Médio é um pré-requisito.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.