CDH acompanha com preocupação julgamento de acusado de mandar matar extrativistas

A Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da
Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), presidida pelo deputado estadual
Bordalo, acompanha com preocupação o julgamento de José Rodrigues
Moreira, 
que acontece nesta terça-feira (6), em Belém. Ele é acusado
de ser o mandante do assassinato do 
casal de extrativistas José
Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo. Na primeira etapa dos
debates, a defesa atua e faz declarações que demonstram a
criminalização dos movimentos sociais e dos defensores dos direitos
humanos. 

Bordalo destaca que é importante reforçar a questão, já que o Pará
é o estado onde mais ocorrem assassinatos de defensores e lideranças da área
ambiental no país. “Isso é um sinal de alerta, quando vemos essas pessoas
sendo criminalizadas, 
quando deveria ser justamente o contrário e
eles deveriam ser entendidos como parceiros por uma sociedade mais justa e
solidária, e na fiscalização do interesse público como uso racional dos
recursos naturais”, diz o deputado. 

O crime
O casal José Cláudio e Maria do Espírito Santo foi assassinado no
dia 24 de maio de 2011, no município de Nova Ipuxina, no sudeste do Pará. O
crime ocorreu quando eles seguiam de moto por uma estrada da zona rural e foram
abordados por duas pessoas, no momento em que estavam passando por uma
ponte. Os dois foram atingidos com tiros de espingarda e morreram na
hora. 

O primeiro julgamento de José Rodrigues Moreira ocorreu
em Marabá, no ano de 2013 e o réu foi absolvido. O tribunal anulou o júri, que
foi transferido para a capital, e decretou a prisão preventiva dele. No
mesmo julgamento em que José Rodrigues Moreira foi absolvido, foram condenados
como executores das mortes o irmão dele, Lindonjohnson Silva Rocha (43 anos de
prisão) e Alberto Nascimento (42 anos de prisão). Lindonjohnson está foragido
desde novembro de 2015 e Alberto cumpre pena no hospital de custódia e
tratamento psquiátrico, em Santa Izabel, nordeste do estado.

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