Amanhã, entro na polêmica com Geraldo Magela, candidato a presidente do PT Nacional pela minoria partidária, a respeito da entrevista que ele deu ao Liberal, publicada na edição de hoje do jornal. Para encerrar um dia leve de feriado dos paraenses, publico abaixo um petinente artigo do ex-Chefe da Casa Civil, meu companheiro José Dirceu, […]

Vamos encarar os debates

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Amanhã, entro na polêmica com Geraldo Magela, candidato a presidente do PT Nacional pela minoria partidária, a respeito da entrevista que ele deu ao Liberal, publicada na edição de hoje do jornal.

Para encerrar um dia leve de feriado dos paraenses, publico abaixo um petinente artigo do ex-Chefe da Casa Civil, meu companheiro José Dirceu, sobre a Vale, que tanto interessa ao nosso debate estadual.

“A Vale e o Brasil

Tenho resistido a fazer um comentário sobre a Vale, já que algumas vezes citado como parte, o que não sou, fico como que impedido. Mesmo assim, quero ponderar que uma empresa como a Vale não é uma empresa qualquer. Sua própria privatização foi um trauma, um dos grandes erros do governo tucano contra o interesse popular e a soberania nacional, e ainda está na memória do país o valor quase insignificante pelo qual foi vendida, levando-se em conta seu ativo e reservas minerais, seu potencial, que, aliás, está ai para comprovar. Depois, trata-se de uma empresa cujos principais sócios majoritários são os fundos estatais e o BNDES, ou seja, são o governo e os fundos de pensões das estatais, mais o Bradesco e um sócio estrangeiro, além dos minoritários, evidentemente, inclusive milhares de trabalhadores via FGTS.

Uma empresa com essa composição não pode simplesmente excluir o governo e os fundos de suas decisões e nem deixar de levar em conta a política de desenvolvimento do governo e do país. Muito menos deixar de levar em conta a política industrial e tecnológica do governo e menos ainda desconsiderar que os trabalhadores das estatais e seus acionistas minoritários via FGTS são seus sócios. Assim, as decisões da empresa sobre sua estratégia, ser apenas uma mineradora ou uma grande empresa nacional nos setores de mineração, siderurgia, transporte, logística, fertilizantes, química, o que seja, precisam ser tomadas levando-se em conta a legítima composição acionária da empresa, seus controladores e não apenas um que por uma decisão na privatização tem o controle da direção da companhia.

As demais questões que surgiram, demissões no início da crise mundial, um grave erro da direção da empresa, compra de navios no exterior e não no país, o que precisava ser negociado e não anunciado, troca ou não de diretorias, são conseqüências. A pior saída é a simplificação ideológica ou política de reduzir a o contencioso ou a crise, como queiram, a uma tentativa do PT, que não tem ainda a ver com a questão ou do governo de querer controlar ou estatizar a empresa, uma versão que só interessa a oposição.

É natural que uma empresa como a Vale viva suas crises de crescimento e suas indecisões sobre estratégia e cometa erros. Também não se pode administrar e dirigir uma empresa desse porte sem transparência e por conseqüência é natural que a discussão sobre seus rumos seja pública como vem acontecendo. O que não podemos permitir é que as questões de fundo que a empresa tem que enfrentar e não pode adiar sejam abandonadas por causa da tentativa de envolver o PT e, pior, acusar o governo de estatismo, quando estão legitimamente, os sócios controladores, exercendo um direito que detêm e tem de dirigir a empresa em todos sentidos, inclusive o legal e legítimo de mudar sua direção e sua estratégia e mesmo de vender ou comprar a participação na empresa, o resto é disputa política e eleitoral”.

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  1. Não entrando na seara desse debate, quero parabenizar o programa veiculado na rádio Princesa que fala de vários assuntos da Região Nordeste. Parabéns Bordalo

    Carlos Dutra

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